Educacao e Multiculturalismo - Silvia de Almeida image/svg+xml Educacao e Multiculturalismo - Silvia de Almeida Silvia de Almeida Educação e Multiculturalismo Silvia de Almeida EducaçãoMulticultural EducaçãoIntercultural Educação multicultural Duas lógicas na emergência da educação multicultural Educação multicultural Paradigmas sobre a diferença cultural Educação multicultural Paradigmas sobre a diferença cultural Educação multicultural Paradigmas sobre a diferença cultural Educação multicultural Conceito muito amplo Educação multicultural Conceito muito amplo Educação multicultural Cinco dimensões da educação multicultural Educação multicultural Fases da educação multicultural Educação multicultural Fases da educação multicultural Educação multicultural Paradigmas sobre a diferença cultural Educação multicultural Paradigmas sobre a diferença cultural Educação intercultural Conceito de educação intercultural Educação intercultural Conceito de educação intercultural Educação intercultural Novo conceito Educação intercultural Limitações do conceito de educação multicultural Educação multicultural Fases da educação multicultural Educação multicultural Conceito muito amplo Educação intercultural Cinco abordagens políticas para promover a diálogo intercultural Uma mais social e económica (Wieviorka, 1999) O movimento multicultural emerge historicamente como uma reivindicação de direitos humanos e civis por parte dos grupos discriminados por serem impedidos de participação democrática. Momento histórico: movimento reivindicativo da comunidade negra norte americana, nos anos 60 do séc. XX, na sua luta contra a discriminação social e política. Este movimento parte dos negros mas alastra-se às mulheres, aos hispânicos e outros grupos, não pelo reconhecimento cultural mas pelas preocupações com a igualdade social. O movimento social vai refletir-se na escola, dando origem a outro movimento, o pedagógico que defende a integração das diferentes culturas no espaço escolar. Remete para o funcionamento do sistema educativo e consequente integração dos conteúdos das diferentes culturas quer nos manuais escolares, quer nos autores estudados, quer na perspetiva histórica abordada. Outra cultural (Wieviorka, 1999) Posicionamentos para resolver os problemas levantados pela existência de uma multiplicidade de culturas, quer seja de grupos autótonos ou de grupos imigrados Entre a década de 60/70 do séc. XX, cada um dos posicionamentos foi o reflexo de opções políticas, filosóficas, sociológicas dominantes em cada momento. Paradigma integracionista Na década de 70, assistimos a uma atitude integracionista, cuja pretensão é manter a coexistência e o equilíbrio entre a cultura maioritária e as culturas minoritárias, promovendo a unidade através da diversidade. A atitude integracionista baseia-se na validade e na igualdade das culturas, defendendo o seu desenvolvimento no mesmo plano da cultura dominante e permitindo, assim, às culturas minoritárias resistir à assimilação. São concebidos, neste contexto, programas e estratégias que atendem às necessidades especiais das crianças de minorias étnicas, incidindo na melhoria da comunicação entre as diferentes culturas como forma de evitar os estereótipos que a dificultam. Paradigma pluralista A atitude pluralista e da diferença cultural considera cada grupo étnico como possuidor de uma oportunidade para desenvolver e conservar a sua cultura e as suas tradições diferentes, no interior de uma sociedade mais ampla, desempenhado nela um papel de pleno direito. Sublinha a valorização das culturas minoritárias Não existe consenso na literatura sobre uma definição, objetivos de educação multicultural. Os maiores objetivos da educação multicultural são reformar a escola de modo a que os alunos de diversos grupos étnicos, classes sociais, culturas e género experimentem uma educação de qualidade e igualdade de oportunidades em termos de percursos escolares (Banks, 1993, 2015).   Existe um consenso na literatura de que a educação multicultural para ser bem implementada são necessárias mudanças institucionais como alterações no currículo, nos materiais de ensino, no método de ensino, nas atitudes de professores e nas normas e cultura das escolas. (Banks, 1993; 2015; Bennett, 1990; Sleeter & Grant, 1988). Video: https://youtu.be/SmLBnwIglyw Essas alterações não eram suficientes para fazer reformas escolares que respondessem às necessidades de alunos de minorias étnicas e para ajudar todos os alunos a desenvolver atitudes em relação à diversidade étnica e cultural mais democráticas. O seu objetivo era agora fazer mudanças estruturais e sistémicas na escola (Banks, 1993). Surgiu quando os professores, que tinham interesses e especializações na história e na cultura de grupos étnicos minoritários, iniciaram ações individuais e institucionais para incorporar os estudos étnicos no currículo da escola e nos currículos de formação de professores. A primeira fase da educação multicultural foi marcada pelos estudos étnicos (Banks, 1993). 1 2 No desenvolvimento de teoria, pesquisa e prática que inter-relacionam variáveis ligadas à etnia, classe e género. É importante notar que cada uma das fases da educação multicultural existe ainda hoje. No entanto, as fases posteriores tendem a ser mais proeminentes do que as anteriores, pelo menos na literatura teórica, se não na prática (Banks, 1993). 3 4 Uma terceira fase da educação multicultural surgiu quando outros grupos que se consideravam estigmatizados na sociedade e nas escolas, como por exemplo mulheres e pessoas com deficiência, exigiram a incorporação das suas histórias, culturas e vozes nos currículos e estrutura das escolas, faculdades e universidades (Banks, 1993). Video: https://youtu.be/wzK8Jj5WVo4 Paradigma assimilacionista Nos anos 60 do séc. XX, esteve presente uma atitude assimilacionista, fundamentada na ideia de que a cultura recetora é superior às outras, por isso, verificava-se a necessidade de adaptar os grupos étnicos minoritários ao modelo cultural dominante. Pretendia retirar “os indivíduos do universo dos seus particularismos culturais, minoritários, percecionados portanto como necessariamente estreitos e mais ou menos fechados sobre si mesmos, de maneira a fazê-los aceder aos valores universais da nação e da cidadania” (Wieviorka, 1999, p. 25). Paradigma assimilacionista Foi a atitude durante a colonização, e na década de 60 nos EUA (e outros países). Dentro desta perspetiva, inserem-se a nível escolar, os programas de educação compensatória, com grande divulgação nos EUA e noutros países, e que têm como base os paradigmas educativos da privação cultural e genética. O paradigma da privação cultural defende que as minorias étnicas padecem de uma socialização primária deficitária, o que as impossibilita de adquirirem as capacidades cognitivas necessárias para alcançarem um bom desempenho escolar e social. O paradigma genético defende que a aptidões demonstradas na escola pelas minorias têm uma origem biológica, pelo que a educação não pode fazer mais do que integrar esses alunos em grupos homogéneos para melhorarem o seu rendimento. A educação intercultural, tal como foi desenvolvida semanticamente na Europa é mais apropriada para um mundo que está globalmente interconectado. O que implica o desenvolvimento estratégias inovadoras, manuais, programas, currículos e políticas da educação (Gundara 2000; Portera 2011, 2020; Barrett 2013; Cantle 2013; Catarci and Fiorucci 2015). O Concelho da Europa publicou em 2008, os White Paper on Intercultural Dialogue: ‘Living Together as Equals in Dignity’ em que definiu os conceitos de multiculturalidade e interculturalidade; Nos últimos anos, sobretudo, na Europa, a literatura tem adotado o conceito de educação intercultural (Gundara 2000; Wood and Landry 2008; Portera, 2020; Bouchard 2011; Cantle 2013; Barrett 2013). Contudo, muitas abordagens, mencionam o conceito de educação multicultural ou os dois de forma acrítica. 1. Devido à divergência na definição da educação multicultural (Banks, 1991; Nieto 2009; Portera, 2020; Sleeter and Grant 1987). 2. Críticas da parte de políticos. Por exemplo Nicolas Sarkozy, numa entrevista (2011), afirmou que o multiculturalismo falhou porque valoriza a cultura dos imigrantes mas não a cultura dos países acolhedores. A literatura considera a partir dos anos 80 do séc. XX o conceito de educação intercultural (tal como a Comissão Europeia) 1. Ideia estática e rígida de cultura e identidade (a cultura é para ser respeitada e não deve ser mudada; os indivíduos têm uma identidade imutável); 2. Suspensão do julgamento moral e político;   3. Organicismo, cada cultura é singular (maioritariamente associada com o estado-nação); 4. Culturas não podem ser comparadas (antropologia);   5. Estratégias educacionais cujo objetivo é a coexistência pacífica. Os imigrantes têm sido muito limitados à sua cultura de origem e a comportamentos que até no seu país já estão desatualizados. Black is beautiful Governo democrático para a diversidade cultural: Uma cultura política que valoriza a diversidade; Respeita direitos humanos e liberdades fundamentais; Promove igualdade de oportunidades e de vivência dos mesmos dos direitos; 1 Cidadania democrática e participação: A cidadania, no sentido mais amplo, é um direito e, na verdade, uma responsabilidade de participar da vida cultural, social e económica e dos assuntos públicos da comunidade juntamente com outras pessoas; 2 Aprendizagem e ensino de competências interculturais: Competências em áreas-chave: cidadania democrática, linguagem e história; Função da Educação primária e secundária; Função da Investigação no ensino superior: Função da educação não formal e informal; O papel dos educadores; Função do ambiente familiar; 3 Espaços para o diálogo intercultural: Espaços físicos como ruas, mercados e lojas, casas, jardins de infância, escolas e universidades, centros culturais e sociais, clubes de jovens, igrejas, sinagogas e mesquitas, salas de reuniões de empresas e locais de trabalho, museus, bibliotecas e outras instalações de lazer, ou espaços virtuais como a media. 4 Diálogo intercultural e relações internacionais: Necessidade de diálogo intercultural à escala internacional, incluindo organizações internacionais como UNESCO, OCDE mas também outros centros europeus como, o European Resource Centre on Education for Democratic Citizenship and Intercultural Education (Oslo) ou o European Cultural Centre of Delphi. 5 1. Integração de conteúdo: utilização por parte dos professores de exemplos, dados de uma variedade de culturas e grupos para ilustrar conceitos, princípios e teorias chave nas suas áreas ou disciplinas. Em muitos países, o ensino multicultural é considerado sobretudo como a integração de conteúdos (Banks, 1993; 2015). 2. Processo de construção do conhecimento: demonstração por parte dos professores de como o conhecimento é construído e influenciado por determinadas classes sociais ou grupos na sociedade. 3. Pedagogia igualitária: utilização de técnicas e métodos pelos professores que facilitam a realização académica de estudantes de diversos grupos étnicos e classes sociais de baixo rendimento escolar. 4. Redução do preconceito: refere-se às atitudes anti étnicas das crianças e jovens, bem como às estratégias que podem ser usadas para os ajudar a desenvolver atitudes e valores mais democráticos. 5. Fortalecimento de cultura educacional e estrutura social: necessidade da reestruturação da cultura e organização escolar com o objetivo dos alunos de diversos grupos étnicos e classes sociais experimentarem oportunidades de igualdade educacional
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  1. Inicio
  2. Titulo
  3. Educacao Multicultural
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  5. Slide 2
  6. Slide 3
  7. Slide 4
  8. Slide 5
  9. Slide 6
  10. Slide 7
  11. Slide 8
  12. Video Slide 8
  13. Slide 9
  14. Slide 10
  15. Slide 11
  16. Video Slide 11
  17. Notas
  18. Educacao Intercultural
  19. Slide 12
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  21. Slide 14
  22. Slide 15
  23. Slide 16
  24. Fim